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quinta-feira, fevereiro 13

Livro Didático Público

Livro Didático Público no Brasil para download legal e gratuito

O Livro Didático Público é um projeto da Secretaria de Educação do Estado do Paraná e contempla a produção de material didático pelos professores da rede pública. Os livros estão disponíveis na versão .pdf.
Licencimento: O Livro Didático Público possui licença própria que permite a impressão, uso e criação de obras derivadas, para fins não comerciais.Os livros estão disponíveis na versão .pdf.
Arte, Biologia, Educação Física, EJA Fase I, EJA Fase II, Filosofia, Física, Geografia, Filosofia, , Espanhol-Inglês, Matemática, Química, Sociologia, Língua Portuguesa e Literatura. Para baixar clique sobre a capa do livro.
             

terça-feira, fevereiro 11

Tudo se Transforma

O programa Tudo se Transforma apresenta a Química sob uma perspectiva histórica, destacando a sua evolução ao longo da História da Humanidade, e como as descobertas no campo - do que hoje chamamos de Química - contribuíram para mudanças no estilo de vida e de compreensão do mundo no qual estamos. Dessa forma, o aluno poderá perceber a importância do conhecimento científico para a ampliação da sua compreensão da natureza e das possibilidades de atuação no mundo. O material procura contribuir para a compreensão do processo de sistematização do conhecimento e apresentar uma visão da Química como uma atividade humana, interdependendo do contexto histórico e social em que se insere, buscando - com este enfoque - reduzir o hiato inadvertidamente construído entre a atividade científica e o mundo regular, entre o mundo das Ciências e o mundo do Cotidiano.

Reações Químicas
Episódio: Os primórdios - YouTube
Episódio: Fritz Haber e a síntese da amôniaYouTube

Energia Nuclear e Impacto Ambiental
Episódio: Radioatividade YouTube
Episódio: Energia nuclear 1 YouTube
Episódio: Energia nuclear 2 - YouTube

Substâncias Químicas
Episódio: Gênesis dos elementos químicos I - YouTube
Episódio: Gênesis dos elementos químicos II - YouTube
Episódio: História dos elementos químicos - YouTube

A história da química contada por suas descobertas
Episódio: História dos Modelos Atômicos - YouTube
Episódio: Química Forense - YouTube
Episódio: A revolução de Rutherford - YouTube
Episódio: História da Tabela Periódica - YouTube
Episódio: Linus Pauling - YouTube
Episódio: Alquimia - YouTube
Episódio: Bioquímica - YouTube
Episódio: Condutores Elétricos - YouTube
Episódio: Experimentos Químicos - YouTube
Episódio: História do Prêmio Nobel - YouTube

Radiações: riscos e benefícios
Episódio: Marie Curie - YouTube

Estrutura atômica
Episódio: Enxergando o invisível - YouTube

Metais:de onde eles vêm e quanto custam?
Episódio: Metais - YouTube

Ligações químicas: covalentes e iônicas
Episódio: Ligações Químicas - YouTube

Pilhas e baterias
Episódio: Pilhas e Baterias - YouTube

Combustíveis - a química que move o mundo
Episódio: Petróleo - YouTube



O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a Distância, lançou o edital nº 1/2007 para a produção de conteúdos educacionais digitais multimídia, Condigital. Os objetivos de nosso projeto são:

Apoiar a produção de conteúdos educacionais digitais multimídia para o enriquecimento curricular e o aprimoramento da prática docente;
Incentivar produções nas áreas das ciências e tecnologias, voltadas ao Ensino Médio;
Contribuir para a melhoria da formação docente, tanto inicial quanto continuada;
Tornar disponíveis conteúdos, metodologias, materiais e práticas pedagógicas inovadoras no ensino de Química, Física, Biologia, Matemática e Língua Portuguesa com ênfase na criatividade, na experimentação e na interdisciplinaridade.

A população-alvo que fará uso destes conteúdos é geograficamente dispersa e é fundamental a valorização da experiência individual e o tratamento dos conteúdos a partir da experiência de vida e cultura dos alunos.

Autoriza-se a réplica, cópia, distribuição, transmissão ou adaptação de qualquer destes objetos educacionais digitais em virtude de uma licença de Atribuição Creative Commons, de forma livre, sempre que cada obra seja citada da forma abaixo:

"CCEAD PUC-Rio & MEC. Projeto CONDIGITAL. 2010. Rio de Janeiro. http://condigital.ccead.puc-rio.br/condigital"

Lembramos que:
É necessário fazer a atribuição de cada obra da maneira estabelecida acima;
Não se pode usar qualquer obra para fins comerciais;
No caso de alteração ou transformação de um objeto educacional digital ou criação de um trabalho baseado em alguma dessas obras, só se pode distribuir o trabalho resultante com a mesma licença ou com uma licença semelhante a esta.


segunda-feira, janeiro 30

Cartilha Nutricional - Petrobrás

Muito se fala de melhorar a alimentação, uma vida saudável.... entre outros, mas muitas vezes não sabemos por onde começar. Essa cartilha traz alguns informações interessantes que podem informar aqueles que não entendem nada. Mostra o teor de gorduras dos tipos de queijo, será que o feijão nosso de cada dia é de fácil digestão? entre outras dicas. Aproveitem.
Click na figura para download

sexta-feira, setembro 30

Infecções do Cérebro e da Medula Espinhal


O cérebro e a medula espinhal são notavelmente resistentes à infecção, mas quando ela ocorre, as conseqüências sempre são muito graves. Por exemplo, a meningite, uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal (meninges) e é comumente causada por uma infecção bacteriana ou viral. A meningite asséptica é uma denominação às vezes utilizada na descrição de uma inflamação das meninges geralmente causada por um vírus, mas que em alguns casos trata-se de uma reação auto-imune (como ocorre ocasionalmente na esclerose múltipla); de um efeito colateral de um medicamento (p.ex., ibuprofeno); ou é causada por substâncias químicas injetadas no canal espinhal. A encefalite (inflamação do cérebro), é quase sempre causada por uma infecção viral, mas também pode ser causada por uma reação auto-imune. O abcesso é uma infecção localizada, muito semelhante a um furúnculo, e pode ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive no cérebro. As bactérias e outros microrganismos infecciosos podem atingir as meninges e outras áreas do cérebro de diversas maneiras a partir de regiões distantes. As bactérias podem ser transportadas pela corrente sangüínea ou podem invadir o cérebro por penetração direta como, por exemplo, a partir de uma lesão ou de uma cirurgia. Os abcessos podem se disseminar a partir de estruturas infectadas adjacentes ao cérebro (p.ex., seios da face).

sexta-feira, setembro 16

Química no corpo: Tatuagens


Histórico:
As tatuagens são datadas de mais de 3500 anos atrás, nessa época sua utilização se fazia para expressar a personalidade do indivíduo ou da tribo a que ele pertencia (pessoas com mesmas características sociais e religiosas). Os primeiros homens usavam tatuagens para marcar fatos de sua vida biológica (nascimento, reprodução, morte), social (se tornar um guerreiro, líder, prisioneiro) e também para fins místicos e religiosos (pedir proteção, garantir a vida do espírito mesmo após a morte do corpo).
Durante a era Cristã e a era moderna, a tatuagem passou por uma marginalização, sendo proibida pela igreja católica. Apenas na segunda metade do século XX a tatuagem incorporou novamente seu significado, tornando-se novamente um símbolo de personalidade e ousadia.
Não se sabe exatamente qual foi a tribo ou mesmo em qual região surgiu a tatuagem, pois ela foi inventada várias vezes em momentos diferentes, utilizando técnicas e materiais variados.

No Brasil a técnica da tatuagem foi introduzida pelo dinamarquês Knud Harald Lucky Gegersen, conhecido popularmente como Lucky ou Mr. Tattoo. Lucky chegando ao Brasil se instalou em Santos onde trabalhava com tatuagens usando suas técnicas de desenhista e pintor profissional. Mesmo após a sua morte Lucky ainda continuou sendo considerado o único tatuador do país, até que aos poucos começaram a aparecer seus seguidores, que usavam suas técnicas para fazer tatuagens.

Mas afinal, onde a química entra nessa história?

Existem basicamente dois tipo de tatuagens: as definitivas e as temporárias.

As tatuagens definitivas são feitas a partir de uma técnica que consiste em introduzir na derme com auxílio de agulhas, pigmentos que ficam retidos nas células da pele. Os pigmentos mais comuns e suas cores específicas estão relacionados a seguir:

Pigmento Cor

Sais de cádmio …………………………………………. Amarelo ou vermelho
Sais de crômio …………………………………………. Verde
Sais de ferro …………………………………………… Castanho, rosa e amarelo
Sais de cobalto ………………………………………….. Azul
Sulfeto de Mercúrio …………………………………….. Preto
Carbono (carvão) ………………………………………. Preto
Óxido de Titânio ………………………………………… Branco

Os metais (presentes nos sais e óxidos) citados acima são componentes de um grupo da tabela periódica chamados de ‘elementos de transição’ e devido a suas estruturas, apresentam numerosos íons e complexos coloridos. A cor pode mudar entre diferentes compostos de um mesmo elemento.

E como a tinta da tatuagem fixa na pele?

Como dito anteriormente, as tintas usadas para tatuar são aplicadas na derme e podem ser vistas graças à transparência da epiderme que a recobre. Nessa camada, os pigmentos permanecem estáveis, ou seja, não são metabolizados pelo organismo e são insolúveis. Por isso, o pigmento não caminha para outras regiões do corpo.

As tatuagens definitivas só podem ser removidas através de laser, um processo doloroso em que o resultado final não é muito satisfatório, pois no lugar da tatuagem fica uma cicatriz.
Já as tatuagens temporárias (mais conhecidas como tatuagens de henna), são tatuagens de cor marrom ou ferrugem, feitas a partir de uma planta encontrada na Índia e em países do Oriente Médio chamada ‘Henna lawsonia inermis’. Os desenhos são feitos colocando o material sobre a superfície da pele.

É necessário que se tome muito cuidado ao utilizar essa técnica para tatuagem, pois em alguns casos são adicionados chumbo e mercúrio (elementos altamente tóxicos ao organismo) à pasta de henna para que a coloração do desenho fique mais escura, também chamada de henna negra, e seja mais duradoura.
Também são adicionados para obter o mesmo efeito elevadas concentrações de corantes. Estes ingredientes podem ter origens naturais como índigo, corantes sintéticos ou minerais. A Parafenilenodiamina ou PPD é uma substância muito conhecida como aditivo da henna para obtenção de tintas capilares mais escuras ou nos casos de arte corporal, para alcançar um efeito mais rápido e uma cor negra mais intensa. Outros corantes, tal como carmim (ou azo-compostos do ácido picrâmico), 2,5-toluenodiamina, 2,5-toluenodiaminosulfato e pirogalol, bem como nitrato de prata e nitrato de crómio, têm também sido referidos e detectados na pasta de henna negra.
A muitos destes aditivos tem sido atribuído a causa de reações alérgicas e reações inflamatórias crônicas.

Por esses motivos, além do cuidado que se deve ser tomado quanto aos materiais utilizados para a confecção da tatuagem (agulhas esterilizados, ambiente limpo, etc) é extremamente importante levar em consideração que os metais de transição utilizados para a pigmentação (tanto das tatuagens definitivas, quanto para a obtenção negra das tatuagens temporárias) são metais pesados que tendem a acumular no corpo durante a vida, podendo acarretar em complicações alérgicas, tóxicas e até mesmo letais.
Tomando todos esses cuidados e encontrando um profissional confiável, o resultado pode ser belo, satisfatório e saudável para quem quer fazer sua tatuagem.
Fonte: Toda Teoria

sábado, abril 23

Processo de Inflamação

Inflamação ou flogose, é uma resposta do organismo ao agente agressor, caracterizado pela saída de líquidos e de células do sangue para o interstício.

É sempre local e nunca generalizada, sendo também inespecífica, atuando sob diversos fatores.

Apesar das causas serem variadas, o mecanismo de ação é sempre o mesmo. Oflogógeno (agente inflamatório) age sobre os tecidos induzindo a liberação de mediadores quimícos vasoativos, ou seja, irão atuar na parede do vaso, promovendo a sua vasodilatação e aumento da permeabilidade, com a saída de plasma e de células para o tecido lesionado.

Exitem dois tipo de mediadores químicos:

- MEDIADORES QUÍMICOS DE AÇÃO RÁPIDA: Como o próprio nome já diz, promove a liberação logo que entra em contato com o agente agressor, liberando:

Serotonina e Histamina (promovem a vasodilatação e ↑ da permeabilidade)

-MEDIADORES QUÍMICOS DE AÇÃO PROLONGADA: Estes são liberados dutante todo o processo inflamatório, até que o agente seja eliminado totalmente do tecido, sendo:

Bradicinina e Prostaglandia (promovem a vasodilatação, ↑ da permeabilidade e também promovem a quimiotaxia, que corresponde na atração de leucócitos para área atingida)

O leucócito que mais libera esses mediadores no interstício são os mastócitos. Esse mediadores irão atuar no vaso sangúineo, e logo em seguida começaram a aparecer os sinais flogísticos ou cardinais.

  • SINAIS FLOGÍSTICOS OU CARDINAIS:

São os sinais e sintomas característicos da reação inflamatória.

Com ahiperemia(aumento do fluxo sanguíneo), ocorre o primeiro sinal flogístico, oRUBOR, que é caracterizado pela vermelhidão.

Como o fluxo sanguíneo aumentou e o sangue contém uma certa temperatura, acontece o segundo sinal, o CALOR, ocasionando o ↑ da temperatura do local.

O aumento da permeabilidade e do fluxo sanguíneo, consiste na saída de plasma para o interstício, causado o EDEMA.

Esse edema vai comprimir as terminações nervosas, juntamente com a prostaglandina que vai irritar essas terminações, ocasionando outro sinal flogístico que é a DOR.

A PERDA DA FUNÇÃO vai ser o último sinal flogístico, pois essa inflamação pode ocasionar o impedimento da função fisiológica do local lesionado.

  • FASES DA INFLAMAÇÃO:
  1. Fase Irritativa: é a fase que perdura por toda a inflamação, caracterizada pela liberação de mediadores químicos decorrente da ação do agente agressor nos tecidos.
  2. Fase Vascular: consiste no aumento da permeabilidade do vaso e vasodilatação.
  3. Fase Exudativa: caracterizado pela formação de exudato celular e plasmático, oriundo do aumento da permeabilidade do vaso.
  4. Fase Degenerativa-Necrótica: fase em que evidenciam células mortas, necrosadas e produtos de degeneração.
  5. Fase produtiva-reparativa: multiplicação de células e reparação tecidual. O local lesionado pode regenerar (mesmo tipo de célula) ou cicatrizar (tecido fibroso). Essa éa fase final que visa recompor o tecido lesionado.

Referências:

- Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.

- Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.

- Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996



quinta-feira, março 31

Explique o que é o diabetes

Edição 1757, 26 de junho de 2002

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, Biologia
Antonio Milena
Uma diabética aplica insulina no próprio sangue: a falta do hormônio no controle do distúrbio pode levar à morte

Explique o que é o diabetes. E previna os alunos contra ele

Alimentação balanceada e exames médicos precisos são as grandes armas para combater a doença


Preparação da aula
Exercícios e outras atividades
Para debater
Experiência


"Cardápio Absolvido", pág. 65 de VEJA
Uma aula de 50 minutos


Alimentação, índice glicêmico e diabetes


Selecionar, relacionar e interpretar dados e informações para tomar decisões e enfrentar situações-problema


Discutir as formas de prevenção do diabetes por meio de experiência de medição do nível de açúcar no organismo

O índice glicêmico dos alimentos certamente já tirou o sono de muitos seguidores de dietas, temerosos de mastigar mais uma cenoura aqui ou um croissant acolá. Segundo VEJA, essa ditadura de números que costuma acompanhar um pedaço de melancia ou uma porção de arroz está com os dias contados. É possível, sim, comer de tudo um pouco, desde que com o devido bom senso. Use a boa nova para enfatizar para a turma o valor de uma alimentação equilibrada. Aproveite para esclarecer o que é o diabetes — um distúrbio no metabolismo do qual ninguém está livre — e quais as formas de prevenção.


Preparação da aula

Dois dias antes, divida a turma em cinco grupos e peça que cada um elabore e siga um dos tipos de dieta sugeridos abaixo. O consumo por pessoa deve ser de 2500 a 3000 calorias por dia.

Grupo 1: Dieta pobre em lipídios (carnes brancas, carne de peixe, verduras cruas etc.);
Grupo 2: Dieta muito rica em lipídios (bacon, carnes vermelhas, ovos etc.);
Grupo 3: Dieta muito rica em carboidratos (pizza, macarrão, pães etc.);
Grupo 4: Dieta pobre em carboidratos (semelhante à do grupo 1); e
Grupo 5: Dieta balanceada (a sugerida por VEJA, acrescida de carne)

Providencie também o material do experimento (veja abaixo):

  • Reagente de Benedict (solução azulada vendida em farmácias de manipulação e drogarias);
  • Tubos de ensaio; e
  • Lamparina ou bico de Bunsen.

Exercícios e outras atividades

No dia combinado, um voluntário de cada equipe deve colher cerca de 100 mililitros da primeira urina da manhã em um frasco limpo. Caso a aula seja à tarde, o invólucro dever ser conservado na geladeira. No laboratório, oriente a experiência do quadro e discuta os resultados. Que tipo de dieta contribui para um índice maior ou menor de açúcar no sangue? Qual grupo necessita tomar mais cuidados para evitar o diabetes? Se achar conveniente, incentive os alunos a fazer exames mais precisos para detectar predisposição ao distúrbio. Enfatize que a prevenção ainda é o melhor remédio.


Para debater

Pergunte quem gosta de comer os alimentos sugeridos na reportagem. Ressalte que o público-alvo ao qual o texto se dirige é afeito a dietas. Que informação é possível extrair desse detalhe? Pergunte quem sabe definir o diabetes e peça que os adolescentes falem de ocorrências da doença na família, caso existam.

Conte que o diabetes é um distúrbio no metabolismo do organismo provocado quando as células de uma pessoa não respondem mais aos estímulos da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas e que tem a função de absorver tudo o que é doce na alimentação. Sem a insulina, o açúcar não entra na célula — para gerar energia — e fica boiando no sangue, onde o acúmulo de glicose pode até levar à morte.

Ensine que o diabetes se divide em dois tipos. O primeiro, mais raro, é também conhecido como insulino-dependente. Ele responde por 5% a 10% dos casos e os sintomas surgem por volta dos 7 anos de idade. As células do pâncreas, que normalmente produzem insulina, são destruídas pelas de defesa do nosso corpo por um motivo ainda desconhecido. Isso faz com que a taxa de glicose se eleve (hiperglicemia). A saída é injetar insulina sob a pele para ser absorvida pelo sangue. Se a vítima ficar sem as injeções desse hormônio, pode morrer em poucos dias.

Lance uma questão: por que o diabetes aparece em algumas pessoas e em outras não? Explique que o fator hereditário tem um papel importante, mas, na prática, o distúrbio nunca é transmitido diretamente de pai para filho.

Já no segundo tipo de diabetes, esclareça que o pâncreas tem pouca influência. O problema principal está no resto do corpo. Afetadas por fatores externos (obesidade, principalmente), as células tornam-se insensíveis à insulina. Estudos mostram que 40% da população adulta do planeta está acima do peso adequado, mas o fato de uma pessoa ser gorda não é determinante para que a doença se manifeste no organismo.

Desafie a curiosidade da turma. Será que todos os portadores do diabetes do tipo 2 produzem insulina? A resposta é sim. Mesmo quando o distúrbio é diagnosticado, a maioria das pessoas continua fabricando o hormônio pelo resto da vida. O principal motivo para que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos é a incapacidade das células musculares e adiposas de usar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por essas células.

Com tais explicações, não será difícil os adolescentes perceberem que o principal objetivo do tratamento ao qual se submete um diabético é normalizar sua glicemia (taxa de açúcar no sangue). Para conseguir um perfeito equilíbrio metabólico, é necessária uma harmonia entre dieta, exercícios físicos e medicação. Sem isso, o organismo apresenta quadro de hipo ou hiperglicemia. No primeiro caso, ocorre uma queda excessiva de açúcar no sangue. Isso se dá por falta de refeições regulares, excesso de exercícios físicos, administração de doses altas de insulina ou consumo excessivo de bebidas alcóolicas. Há o surgimento de sintomas como fome súbita, fadiga, tremores e taquicardia e os níveis de glicose no sangue ficam abaixo de 70 miligramas por decilitro.

Já a hiperglicemia é causada por excesso de alimentação, medicação insuficiente, tensão emocional e ausência de exercícios físicos. Esse conjunto de fatores eleva as taxas de glicose no sangue muitas vezes para mais de 180 miligramas por decilitro após as refeições, causa problemas circulatórios e cardíacos, visão turva, sede, excesso de urina e enfermidade nos rins e, em casos mais graves, leva à amputação de pés e pernas.


Experiência

Para medir o nível de glicose no organismo

O MATERIAL

Despeje 10 mililitros de urina num tubo de ensaio e pingue 10 gotas do reagente de Benedict

A FERVURA

Com o auxílio do bico de Bunsen, leve o tubo com a urina e o reagente à ebulição. Tome cuidado para que a urina não espirre para fora do recipiente

O RESULTADO

Após a fervura, verifique a alteração na cor original do reagente. Na presença de pouca glicose, ele muda de azulado para esverdeado. Caso o nível de açúcar encontrado no sangue seja alto, a cor muda para amarelo-tijolo



www.alimentosecia.hpg.ig.com.br
www.terra.com.br/saude

Os sites acima informam os teores calóricos e os valores nutricionais de diversos tipos de alimentos


Plano de aula proposto por Miguel Castilho Junior, professor de Biologia da Escola Nova Lourenço Castanho, de São Paulo

Fonte:

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