quinta-feira, fevereiro 13
Livro Didático Público
terça-feira, fevereiro 11
Tudo se Transforma
segunda-feira, janeiro 30
Cartilha Nutricional - Petrobrás
sexta-feira, setembro 30
Infecções do Cérebro e da Medula Espinhal
sexta-feira, setembro 16
Química no corpo: Tatuagens
Mas afinal, onde a química entra nessa história?
As tatuagens definitivas são feitas a partir de uma técnica que consiste em introduzir na derme com auxílio de agulhas, pigmentos que ficam retidos nas células da pele. Os pigmentos mais comuns e suas cores específicas estão relacionados a seguir:
Pigmento Cor
Sais de cádmio …………………………………………. Amarelo ou vermelho
Sais de crômio …………………………………………. Verde
Sais de ferro …………………………………………… Castanho, rosa e amarelo
Sais de cobalto ………………………………………….. Azul
Sulfeto de Mercúrio …………………………………….. Preto
Carbono (carvão) ………………………………………. Preto
Óxido de Titânio ………………………………………… Branco
Os metais (presentes nos sais e óxidos) citados acima são componentes de um grupo da tabela periódica chamados de ‘elementos de transição’ e devido a suas estruturas, apresentam numerosos íons e complexos coloridos. A cor pode mudar entre diferentes compostos de um mesmo elemento.
E como a tinta da tatuagem fixa na pele?
Já as tatuagens temporárias (mais conhecidas como tatuagens de henna), são tatuagens de cor marrom ou ferrugem, feitas a partir de uma planta encontrada na Índia e em países do Oriente Médio chamada ‘Henna lawsonia inermis’. Os desenhos são feitos colocando o material sobre a superfície da pele.
Também são adicionados para obter o mesmo efeito elevadas concentrações de corantes. Estes ingredientes podem ter origens naturais como índigo, corantes sintéticos ou minerais. A Parafenilenodiamina ou PPD é uma substância muito conhecida como aditivo da henna para obtenção de tintas capilares mais escuras ou nos casos de arte corporal, para alcançar um efeito mais rápido e uma cor negra mais intensa. Outros corantes, tal como carmim (ou azo-compostos do ácido picrâmico), 2,5-toluenodiamina, 2,5-toluenodiaminosulfato e pirogalol, bem como nitrato de prata e nitrato de crómio, têm também sido referidos e detectados na pasta de henna negra.
A muitos destes aditivos tem sido atribuído a causa de reações alérgicas e reações inflamatórias crônicas.
Tomando todos esses cuidados e encontrando um profissional confiável, o resultado pode ser belo, satisfatório e saudável para quem quer fazer sua tatuagem.
sábado, abril 23
Processo de Inflamação
Inflamação ou flogose, é uma resposta do organismo ao agente agressor, caracterizado pela saída de líquidos e de células do sangue para o interstício.
É sempre local e nunca generalizada, sendo também inespecífica, atuando sob diversos fatores.
Apesar das causas serem variadas, o mecanismo de ação é sempre o mesmo. Oflogógeno (agente inflamatório) age sobre os tecidos induzindo a liberação de mediadores quimícos vasoativos, ou seja, irão atuar na parede do vaso, promovendo a sua vasodilatação e aumento da permeabilidade, com a saída de plasma e de células para o tecido lesionado.
Exitem dois tipo de mediadores químicos:
- MEDIADORES QUÍMICOS DE AÇÃO RÁPIDA: Como o próprio nome já diz, promove a liberação logo que entra em contato com o agente agressor, liberando:
Serotonina e Histamina (promovem a vasodilatação e ↑ da permeabilidade)
-MEDIADORES QUÍMICOS DE AÇÃO PROLONGADA: Estes são liberados dutante todo o processo inflamatório, até que o agente seja eliminado totalmente do tecido, sendo:
Bradicinina e Prostaglandia (promovem a vasodilatação, ↑ da permeabilidade e também promovem a quimiotaxia, que corresponde na atração de leucócitos para área atingida)
O leucócito que mais libera esses mediadores no interstício são os mastócitos. Esse mediadores irão atuar no vaso sangúineo, e logo em seguida começaram a aparecer os sinais flogísticos ou cardinais.
- SINAIS FLOGÍSTICOS OU CARDINAIS:
São os sinais e sintomas característicos da reação inflamatória.
Como o fluxo sanguíneo aumentou e o sangue contém uma certa temperatura, acontece o segundo sinal, o CALOR, ocasionando o ↑ da temperatura do local.
O aumento da permeabilidade e do fluxo sanguíneo, consiste na saída de plasma para o interstício, causado o EDEMA.
Esse edema vai comprimir as terminações nervosas, juntamente com a prostaglandina que vai irritar essas terminações, ocasionando outro sinal flogístico que é a DOR.
A PERDA DA FUNÇÃO vai ser o último sinal flogístico, pois essa inflamação pode ocasionar o impedimento da função fisiológica do local lesionado.
- FASES DA INFLAMAÇÃO:
- Fase Irritativa: é a fase que perdura por toda a inflamação, caracterizada pela liberação de mediadores químicos decorrente da ação do agente agressor nos tecidos.
- Fase Vascular: consiste no aumento da permeabilidade do vaso e vasodilatação.
- Fase Exudativa: caracterizado pela formação de exudato celular e plasmático, oriundo do aumento da permeabilidade do vaso.
- Fase Degenerativa-Necrótica: fase em que evidenciam células mortas, necrosadas e produtos de degeneração.
- Fase produtiva-reparativa: multiplicação de células e reparação tecidual. O local lesionado pode regenerar (mesmo tipo de célula) ou cicatrizar (tecido fibroso). Essa éa fase final que visa recompor o tecido lesionado.
Referências:
- Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.
- Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.
- Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996
quinta-feira, março 31
Explique o que é o diabetes

Explique o que é o diabetes. E previna os alunos contra ele
Alimentação balanceada e exames médicos precisos são as grandes armas para combater a doença
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O índice glicêmico dos alimentos certamente já tirou o sono de muitos seguidores de dietas, temerosos de mastigar mais uma cenoura aqui ou um croissant acolá. Segundo VEJA, essa ditadura de números que costuma acompanhar um pedaço de melancia ou uma porção de arroz está com os dias contados. É possível, sim, comer de tudo um pouco, desde que com o devido bom senso. Use a boa nova para enfatizar para a turma o valor de uma alimentação equilibrada. Aproveite para esclarecer o que é o diabetes — um distúrbio no metabolismo do qual ninguém está livre — e quais as formas de prevenção.
Dois dias antes, divida a turma em cinco grupos e peça que cada um elabore e siga um dos tipos de dieta sugeridos abaixo. O consumo por pessoa deve ser de 2500 a 3000 calorias por dia.
Providencie também o material do experimento (veja abaixo):
- Reagente de Benedict (solução azulada vendida em farmácias de manipulação e drogarias);
- Tubos de ensaio; e
- Lamparina ou bico de Bunsen.
Exercícios e outras atividades
No dia combinado, um voluntário de cada equipe deve colher cerca de 100 mililitros da primeira urina da manhã em um frasco limpo. Caso a aula seja à tarde, o invólucro dever ser conservado na geladeira. No laboratório, oriente a experiência do quadro e discuta os resultados. Que tipo de dieta contribui para um índice maior ou menor de açúcar no sangue? Qual grupo necessita tomar mais cuidados para evitar o diabetes? Se achar conveniente, incentive os alunos a fazer exames mais precisos para detectar predisposição ao distúrbio. Enfatize que a prevenção ainda é o melhor remédio.
Pergunte quem gosta de comer os alimentos sugeridos na reportagem. Ressalte que o público-alvo ao qual o texto se dirige é afeito a dietas. Que informação é possível extrair desse detalhe? Pergunte quem sabe definir o diabetes e peça que os adolescentes falem de ocorrências da doença na família, caso existam.
Conte que o diabetes é um distúrbio no metabolismo do organismo provocado quando as células de uma pessoa não respondem mais aos estímulos da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas e que tem a função de absorver tudo o que é doce na alimentação. Sem a insulina, o açúcar não entra na célula — para gerar energia — e fica boiando no sangue, onde o acúmulo de glicose pode até levar à morte.
Ensine que o diabetes se divide em dois tipos. O primeiro, mais raro, é também conhecido como insulino-dependente. Ele responde por 5% a 10% dos casos e os sintomas surgem por volta dos 7 anos de idade. As células do pâncreas, que normalmente produzem insulina, são destruídas pelas de defesa do nosso corpo por um motivo ainda desconhecido. Isso faz com que a taxa de glicose se eleve (hiperglicemia). A saída é injetar insulina sob a pele para ser absorvida pelo sangue. Se a vítima ficar sem as injeções desse hormônio, pode morrer em poucos dias.
Lance uma questão: por que o diabetes aparece em algumas pessoas e em outras não? Explique que o fator hereditário tem um papel importante, mas, na prática, o distúrbio nunca é transmitido diretamente de pai para filho.
Já no segundo tipo de diabetes, esclareça que o pâncreas tem pouca influência. O problema principal está no resto do corpo. Afetadas por fatores externos (obesidade, principalmente), as células tornam-se insensíveis à insulina. Estudos mostram que 40% da população adulta do planeta está acima do peso adequado, mas o fato de uma pessoa ser gorda não é determinante para que a doença se manifeste no organismo.
Desafie a curiosidade da turma. Será que todos os portadores do diabetes do tipo 2 produzem insulina? A resposta é sim. Mesmo quando o distúrbio é diagnosticado, a maioria das pessoas continua fabricando o hormônio pelo resto da vida. O principal motivo para que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos é a incapacidade das células musculares e adiposas de usar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por essas células.
Com tais explicações, não será difícil os adolescentes perceberem que o principal objetivo do tratamento ao qual se submete um diabético é normalizar sua glicemia (taxa de açúcar no sangue). Para conseguir um perfeito equilíbrio metabólico, é necessária uma harmonia entre dieta, exercícios físicos e medicação. Sem isso, o organismo apresenta quadro de hipo ou hiperglicemia. No primeiro caso, ocorre uma queda excessiva de açúcar no sangue. Isso se dá por falta de refeições regulares, excesso de exercícios físicos, administração de doses altas de insulina ou consumo excessivo de bebidas alcóolicas. Há o surgimento de sintomas como fome súbita, fadiga, tremores e taquicardia e os níveis de glicose no sangue ficam abaixo de 70 miligramas por decilitro.
Já a hiperglicemia é causada por excesso de alimentação, medicação insuficiente, tensão emocional e ausência de exercícios físicos. Esse conjunto de fatores eleva as taxas de glicose no sangue muitas vezes para mais de 180 miligramas por decilitro após as refeições, causa problemas circulatórios e cardíacos, visão turva, sede, excesso de urina e enfermidade nos rins e, em casos mais graves, leva à amputação de pés e pernas.
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